A menina que se tornou Águia

Tenente Lara Carolina Palhiari Duarte

20/06/2017


Tenente Lara está a postos para enfrentar seu próximo desafio. Um homem que precisava de um transplante tinha que ser levado urgentemente para São Paulo. Qualquer falha poderia significar uma vida, mas deu tudo certo. Ele chegou a tempo. “São esses momentos, a gratidão das pessoas, a sensação de ter cumprido a missão, que me fazem realizada”, conta a policial que sempre sonhou com esse trabalho.

 

O que era curiosidade de criança, virou certeza na adolescência. Lara queria ser piloto de aeronave. Depois de muito preparo e provas, a tenente Lara Carolina Palhiari Duarte fez história, se tornando a primeira piloto mulher da PM de SP.

 

A escolha

 

Ainda no colegial, teve contato com alunos-oficiais da PM e se identificou. Decidiu prestar concurso, mesmo contra a vontade dos pais, que achavam uma profissão muito arriscada. Após duas tentativas, Lara começou o Curso de Formação de Oficiais na Academia do Barro Branco. “Eu tinha estudado as opções. Queria trabalhar no policiamento de rua, no auxílio direto ao público”, lembra. Tinha pela frente quatro anos de estudo para se formar aspirante à oficial.

 

Durante o curso, Lara conheceu um instrutor que mudou seu rumo. Ele ministrava aulas sobre aviação e falou sobre o trabalho no Grupamento Aéreo da Polícia Militar. O sonho de Lara se reavivou e ela correu atrás de sua realização.

 

Hora de voar

 

Na primeira tentativa, a ansiedade foi a vilã. Com toda a expectativa que acumulou desde a adolescência, a policial reprovou no exame psicotécnico. “Poderia ser um balde de água fria para acabar com um sonho. Não foi, me fez crescer. Fez com que eu olhasse para mim mesma. Eu precisava saber controlar minhas emoções para seguir adiante”, explica.

 

No ano seguinte, Lara prestou o concurso novamente. “Eu já conhecia a prova. Sabia que dava para passar. Estava mais tranquila, focada”. Passou. E dali em diante, uma nova bateria de desafios viria.

 

Depois de muitas aulas e provas, Lara recebeu o certificado de piloto civil expedido pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), mas foi na prática do dia-a-dia que ela entendeu o que isso significava. “Trabalhamos em missões importantes, tanto em salvamentos, quanto apoiando equipes de terra e também em transporte de órgãos para transplante. Tudo é importantíssimo, tudo é urgente, exige muito além das habilidades técnicas de um piloto, afinal estamos transportando vidas”, descreve.

 

Às garotas interessadas em voar, ela dá uma dica: “Se você se imagina dentro da aeronave, realizando trabalhos diversos, difíceis, e que elevam a adrenalina sempre, você tem grande chance de se apaixonar por essa profissão. Basta abraçá-la com amor e dedicação. Eu era uma menina que queria voar como passarinho. Hoje, sou Águia!”.



Tenente Lara Carolina Palhiari Duarte
Para a primeira piloto mulher da Polícia Militar do Estado de São Paulo, voar sempre foi um sonho. Hoje ela é Águia!



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